Blog Espírita - Comentários à Luz do Espiritismo
  O Centro Espírita

 

 Diante do deserto povoado de almas em fase de recuperação e aprendizado, em que a violência e o desrespeito ao próximo,  entre tantas outras agressões às leis de Deus, são regra e não exceção, certos locais surgem como verdadeiros oásis para o reequilíbrio e a recuperação das forças necessárias à caminhada rumo nossa evolução.

E um desses locais sem dúvida é o Centro Espírita. Ele representa um centro de orações  e de vivência fraterna entre encarnados e desencarnados. E através dele busca-se conhecimento para nossa educação espiritual, bem como lenitivo aos diversos problemas que nos assolam, muitas vezes consolando, outras tantas nos fortalecendo. E isso tudo repito: para encarnados e desencarnados. Não há dúvidas, portanto, do imenso poder que o Centro Espírita representa em meio às trevas típicas de um mundo de expiação e provas no qual vivemos. O Centro Espírita é poderosa fonte de luz e deve ser procurado por todos aqueles que buscam, com base no Espiritismo, condições de evoluir espiritualmente.

Diante disso, gostaria de contribuir através de uma alegoria (dentre tantas possíveis), construindo uma forma de enxergarmos o Centro Espírita como importante aliado. Aqui usarei a figura do arado: através do arado a terra é aberta para que se possa deitar as sementes que após cuidados germinarão e gerarão plantações dos mais variados tipos e qualidades.

O Centro Espírita representa o arado. Aos poucos abre em nosso espírito os espaços necessários para que as sementes, representadas principalmente pelas palestras proferidas sejam incorporadas. Mas estas sementes devem ser protegidas e o tratamento espiritual, sobretudo proporcionado através dos passes, faz o papel de encobri-las, preparando-as para a tão esperada germinação. E a germinação depende de cada um de nós; basta buscar e desenvolver a reforma íntima com base nas palestras e passes oferecidos. Nossas mudanças e atitudes resultantes de todo amparo do Centro Espírita fazem o papel do adubo e da água tão necessária nesse momento. O amor pelo próximo que passarmos a desenvolver funcionará como o Sol que na medida certa fará seu papel no processo. E a firmeza adquirida conforme a convivência no Centro Espírita (que deve sempre ser uma constante) servirá como proteção das chuvas e tempestades impostas neste mundo ainda carente de evolução.

A nossa dedicação, principalmente relacionada à reforma íntima dirá qual o tipo de plantação estará presente em nosso Espírito. Muitas vezes fraquejamos e abandonamos essa dinâmica e nossa plantação morre, ficando ali um terreno aparentemente estéril. Mas sempre é possível retomar e tornar a plantação que antes era sombria e triste em algo belo, como um campo de girassóis que ao ser contemplado enche o nosso espírito de alegria e da certeza da existência e perfeição de Deus.

Tenhamos, portanto, a real dimensão da importância do Centro Espírita na nossa evolução e busquemos o seu apoio em nossas vidas de forma constante.  E busquemos também apoiar os Centros Espíritas através de ações fraternas e construtivas no sentido de torná-los cada vez mais poderosos, engrossando a fileira das forças do bem.

 

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita.



Escrito por Alexandre Paoli às 11h34
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  Novo Espiritismo ?

 

A matéria de capa da Revista Galileu de novembro de 2008, traz sob o título: "A Nova Era do Espiritismo", a chamada para uma reportagem em que se faz a seguinte abertura: "Novas influências estão reinventando a doutrina no Brasil. Mas será que o fruto dessa metamorfose ainda pode carregar o nome da corrente criada por Allan Kardec há 150 anos?".

Na reportagem se apresentou as diversas correntes espiritualistas que estão surgindo e suas peculiaridades que diferem das questões apresentadas pelo Espiritismo. E por isso houve a reflexão naquele escrito.

Aqui vale fazer alguns apelos históricos:

  • Allan Kardec em suas obras estabelece os critérios de uma doutrina e estabelece também que este conjunto se denominará Espiritismo. Desta forma realizou um verdadeiro copyright conceitual e filosófico, deixando claro seu conteúdo, conceito e princípios. Inclusive algumas frases são famosas e explicativas, como: "Fora da Caridade não há salvação";

 

  • É sabido também que esta doutrina não nasceu de Allan Kardec. Ele foi o compilador de informações encaminhadas por uma plêiade de Espíritos Superiores (Espírito de Verdade), usando como metodologia o Controle Universal do ensino dos Espíritos. Isso tudo está mais detalhado na obra Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução - II - Autoridade da Doutrina Espírita. Controle Universal do ensino dos Espíritos), de onde aproveito o seguinte trecho:

 

"O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.".

 

Este último apelo traz em sua essência um pressuposto. Qualquer alteração nos conceitos e estruturas do Espiritismo deveriam no mínimo ter alguém ou algum órgão compilador das influências existentes e ter também alguma metodologia com a mesma força e representatividade do Controle Universal do ensino dos Espíritos. Até hoje nada disso aconteceu.

O Brasil possui em sua história processos que desencadearam no consciente e inconsciente coletivos, formas de tratar algumas questões filosóficas ou religiosas. E uma das características principais dizem respeito ao sincretismo. É público e notório o fato de que existe, por exemplo, uma relação dos Santos da Igreja Católica com as Entidades da Umbanda ou com os Orixás do Candomblé. Além disso, o ser humano tem uma tendência de fazer o divino à sua imagem e semelhança, quando o contrário é verdadeiro, ou seja, nós é que somos a imagem e semelhança do divino. E isso gera essa confusão de conceitos pois todos acabam criando o "seu Espiritismo", o "seu Deus".

Aliás os conceitos de Umbanda e Candomblé muito podem ilustrar o objetivo deste artigo: ninguém fala que a Umbanda é um Candomblé repaginado ou vice-versa. Umbanda é Umbanda e Candomblé é Candomblé. E ponto. O mesmo deve ser dito ao se tratar de Espiritismo. Umbanda não é Espiritismo. Candomblé não é Espiritismo. Doutrinas espiritualistas que mesclam o divino com extra-terrestres de duas cabeças não são Espiritismo. Doutrinas que trazem em sua essência o Reiki ou a Cromoterapia não são Espiritismo. Todas essa doutrinas merecem respeito ... Mas ... Espiritismo é Espiritismo.

E não tem problema nenhum surgirem novas correntes que tiveram sua inspiração também no Espiritismo. O que é Espiritismo está detalhado nas obras de Kardec. E até que surja algo capaz de realizar o mesmo esforço de compilação e tratamento/validação dos novos conceitos, continuará sendo assim.  E acredito que o Espiritismo não tem a pretensão de ser a verdade absoluta. Será sempre uma opção consoladora e orientadora aos que com ela se identificam. Sem preconceitos, sem orgulho ...

E que as novas correntes filosóficas surjam. Pelo que vi todas pregam o bem. Que continue assim! E que o Espiritismo tenha vida longa e que seja mais uma força que promova  a evolução espiritual em nosso planeta. 

  

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita.



Escrito por Alexandre Paoli às 17h41
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  Honrar Pai e Mãe

 

 

 

Dentre os 10 mandamentos postulados por Moisés, o item que destaca o respeito a nossos progenitores é um dos mais conhecidos.

E na maioria das vezes traz em sua essência aquela impressão dos tempos paternalistas onde a educação era rígida. Era da educação pelo medo, pela coerção excessiva. Aliás, creio ser este mandamento um dos pilares para a construção desta filosofia de educação que encontrou seu espaço no pretérito, de acordo com a evolução do pensamento humano em voga na época.

É fato que hoje em dia esta forma de educar rigidamente diminuiu seus adeptos. Entretanto, sob a máxima do diálogo, surgiram pais e mães “legais” e na maioria das vezes excessivamente permissivos (o que pode estar causando problemas sociais advindos inclusive das famílias em melhor condição financeira ou intelectual). Como lenitivo a esta questão, há um indicativo forte de que a liberdade deve ser seguida por responsabilidade. E essa responsabilidade pela educação dos filhos, no sentido de transformá-los em homens e mulheres de bem é dos pais, sem dúvidas. Entretanto, por não ser especialista neste assunto, deixo somente aqui a reflexão a respeito.

Voltando à questão de honrar pai e mãe. Quero trazer dentre os vários pontos-de-vista existentes mais uma colaboração. A figura dos pais é decisiva no nascimento e crescimento dos filhos. Decisiva em sua sobrevivência. E vou mais além: decisiva nas reencarnações. Boa parte das vezes existe um planejamento pré-reencarnatório e nossos pais abraçam o desafio de auxiliar os filhos em suas jornadas. Isto quer dizer que na maioria das vezes não poderemos dizer: “Não pedi para nascer nesta família”, ou “Pai e mãe a gente não escolhe”. A Espiritualidade orienta que a família é unida em torno de vários objetivos carregando, boa parte das vezes, processos expiatórios, de prova e regeneração. E nada é por acaso. Vejamos o que diz o Livro dos Espíritos (pergunta 385): "(...) os Espíritos não entram na vida corporal senão para se aperfeiçoar, melhorar; a fraqueza da pouca idade os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que os devem fazer progredir. É quando se pode reformar seu caráter e reprimir-lhe as más inclinações; tal é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual deverão responder. Por isso a infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas ainda ela é a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu que regem o Universo."

O tempo passa. E aquela criança indefesa sobreviveu. E cresceu. E seus pais envelheceram. E sabiamente a vida nos coloca a possibilidade de retribuir o muito dos sacrifícios realizados por nossos pais, quer sejam co-sanguíneos ou adotivos. E não podemos fugir a este chamamento. Talvez aí encontramos uma boa essência para este mandamento. Honremos sempre nossos pais. Eles significam muito em nossa vida e na evolução de nosso espírito. Auxiliem sempre, sem esperar recompensas ou elogios. Auxiliem, através de confortos materiais, mas acima de tudo através de confortos espirituais, de amor e atenção, respeito e paciência... Nossos heróis merecem !

 

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita. 

 



Escrito por Alexandre Paoli às 12h21
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  Finalmente achei este livro !

 

Com grande satisfação consegui adquirir um livro que há muito tempo procurava. Foram anos em busca do mesmo em sebos e similares, visto que pelo que soube no Brasil a continuidade de sua edição havia sido interrompida. O nome do livro é "A vida depois da vida", e o Dr. Raymond A. Moody Jr. o escreveu. E esta obra teve sua edição retomada através da Butterfly Editora e Editora Pergaminho.

Em linhas gerais o Dr. Moody trata de questões relacionadas a Experiências de Quase Morte (EQM) e algumas de suas observações e apontamentos (resultado de cuidadosa pesquisa realizada através de vários casos relatados de EQM por pessoas tidas como mortas) foram amplamente difundidos pelo globo, como por exemplo o conceito "da luz no final do túnel" ou "vejo meu corpo e todo ambiente que me cerca". 

No momento a leitura desta obra está em andamento. Em breve pretendo falar a respeito neste blog.

De qualquer forma, recomendo sua leitura, pelo que já verifiquei ...

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita. 



Escrito por Alexandre Paoli às 23h57
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  Victor Hugo e o Espiritismo

 

Todos conhecem Victor Hugo como o célebre escritor francês autor de grandes obras como “Os Miseráveis”, “Trabalhadores do Mar” e “Notre Dame de Paris”. É público e notório que sua presença na Terra simbolizou verdadeiro marco não somente na França, como no mundo todo. Até hoje inúmeros são seus fãs (entre os quais me incluo) e por isso afirmo, antes de qualquer coisa: leiam suas obras e ficarão surpresos com seu alcance social e ... espiritual.

O objetivo deste pequeno artigo é destacar que Victor Hugo foi um precursor do Espiritismo. Muitos poderão achar esta questão uma perca de tempo, afinal de contas o que ganhamos com este fato? A resposta é simples: muitos estudiosos e intelectuais tratam ainda as questões espirituais com muito desprezo. Talvez ainda pelo excesso de sentimentos e pensamentos materialistas, que negam o divino. E afirmar, com provas, que um grande intelectual foi um dos entusiastas do Espiritismo ajuda a tentar “quebrar” este tabu.

Muitas são as provas que podem estar incluídas em suas obras, como em fatos de sua biografia. Destacarei algumas poucas no sentido de aguçar a pesquisa em quem possa interessar, corroborando ou não com minha afirmação.

Victor Hugo era contemporâneo de Allan Kardec, codificador do Espiritismo. Vale aqui citar que Kardec publicava na época a famosa Revista Espírita e em sua publicação de agosto de 1863 já o apresentava com um precursor, ao publicar sua carta enviada a Lamartine de Alphonse (a respeito do desencarne de sua esposa), outro poeta francês da época. Algumas frases de Victor Hugo devidamente publicadas em algumas de suas biografias descrevem a importância das questões espíritas/espiritualistas, dentre as quais, destaco:   “Todas estas coisas, Espiritismo, sonambulismo, catalepsia, segunda vista, mesas girantes ou falantes, invisíveis, batedores, enterrados da Índia,comedores de fogo, encantadores de serpentes, etc ...,tão facilmente presas de zombaria, querem ser examinados do ponto de vista da realidade. Há aí talvez certa quantidade de fenômenos entrevistos. Se abandonardes estes fatos, tomai cuidado, os charlatães aí se alojarão, e os imbecis também. Não há o meio termo: ou ciência ou ignorância. Se a ciência não quiser estes fatos, a ignorância os tomará. Recusastes engrandecer o espírito humano, aumentais a estupidez humana.”

 

 Porém o que mais pontua a vivência de Victor Hugo com o Espiritismo, diz respeito às sessões realizadas em seu exílio na ilha de Jersey. Esses experimentos se iniciaram em 1853 quando Mme. de Girardin levou consigo uma mesa girante, por onde fazia contato com espíritos. Na primeira reunião espírita realizada, houve a comunicação da filha falecida de Victor Hugo, Leopoldine, morta em um naufrágio. A partir daí várias outras comunicações ocorreram. E todas foram devidamente documentadas em uma obra intitulada: “Conversando com a Eternidade - A Inédita Obra de Victor Hugo”, Editora Madras. Vale lembrar que esta obra contém fatos descritos pelo próprio escritor, durante os dois anos de comunicações realizadas.

Espero de fato ter “provocado” os incrédulos e céticos, dizendo que o acima exposto e muito mais poderá ser demonstrado através de documentos e através da interpretação de suas obras, sobretudo uma sob o título: “Contemplações”. Indico mais um livro interessante como ponto de partida: “Victor Hugo – A face desconhecida de um gênio”, da autora Maria do Carmo Sheneider, Publicações Lachâtre.

Termino este breve artigo com uma frase de Victor Hugo dita em 12 de junho de 1877: Credo in Deum aerternum et in animam immortalem! (Creio em Deus eterno e nas almas imortais!). Alguma dúvida?

 

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita. 



Escrito por Alexandre Paoli às 11h13
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  Evento Importante!



Escrito por Alexandre Paoli às 17h08
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  Um caso de predição do futuro?


No Jornal da Tarde, de 21/02/07, havia uma manchete intutalada:”Justiça investiga previsão de crime.”. Nela existe a narração do fato em que um vidente foi capaz de, com semanas de antecedência fazer a previsão do assassinato de um casal. A carta em que houve a descrição antecipada do crime foi juntada ao processo de duplo homicídio que corre na Justiça. A Justiça inclusive busca levantar formas de provar a autenticidade e antecipação ou não das informações dessa carta, sob o risco de haver acusação de “denunciação caluniosa” a seu autor; afinal de contas acusar alguém de algo é muito perigoso por envolver vidas.

 

Pelo que vi, as ações da Justiça estão sendo pautadas  pela coerência e por todos os cuidados possíveis.

 

Apesar das observações do vidente de que sua faculdade não tem nada de espiritual, quero aqui tentar realizar algumas informações em torno do tema, sob a ótica espírita.

 

Todos somos, em maior ou menor grau, médiuns. E por sermos médiuns possuímos faculdades variadas, de acordo, na maioria das vezes, com resgates impostos por dívidas contraídas no pretérito. E a mediunidade deve sempre ser colocada a serviço do próximo, onde a solicitação de pagamento de qualquer ordem em troca dessa assistência não é permitida. Afinal de contas, a faculdade mediúnica é um empréstimo de Deus para que possamos evoluir, servindo gratuitamento ao próximo. E conforme seu mau uso, esta faculdade pode ser retirada a qualquer momento. Em consequencia disso o transferência de uma faculdade mediúnica real para o status de charlatanismo é um passo.

 

Antes de mais nada vale esclarecer que o vidente, no Espiritismo é o médium capaz de ver espíritos. Portanto não falarei aqui de vidência, mas sobre a capacidade de se predizer o futuro através de previsões. Ou melhor, falarei dos Médiuns Proféticos, variedade de médiuns de inspiração que recebem, conforme permissão Divina, a revelação de acontecimentos futuros com maior precisão buscando, através de coisas de interesse geral melhorar a instrução humana. Kardec ensina através do Livro dos Médiuns que os bons Espíritos fazem que as coisas futuras sejam pressentidas (quando convém), sem a determinação de datas. Ou seja, qualquer  previsão de acontecimentos com época determinada  é indício de mistificação arquitetada por Espíritos levianos. Mas existem sim homens dotados da faculdade de entrever o futuro: são médiuns capazes de fazer com que sua alma se desprenda. Por isso é o Espírito quem vê. Ou se preferir é a alma quem vê (lembrando que a alma é o Espírito encarnado). E quando conveniente, para o bem. O que não afasta a presença de impostores e mistificadores que parecem crescer em número nos dias de hoje e que acreditam nos devaneios da própria imaginação.

 

 Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita. 



Escrito por Alexandre Paoli às 19h35
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  TV na Internet, 24 horas no ar!

 

Entra no ar a Tvcei.com,  a primeira WebTV Espírita do mundo

A emissora mantém 24 horas de programação ininterrupta

 

Espíritas do mundo inteiro agora podem assistir a uma programação essencialmente doutrinária e interagir na primeira WebTV Espírita do planeta. Desde o dia 1 de agosto de 2006 está no ar a Tvcei. A emissora ainda está em fase de teste, mas já é pioneira: inaugura a mais nova mídia na divulgação do Espiritismo. Para assistir, basta acessar o endereço www.tvcei.com

 

A  WebTV é uma televisão interativa pela Internet. A principal vantagem é o conforto: o telespectador pode assistir à programação em sua casa, no trabalho, em horários alternativos. É necessário apenas ter acesso à Internet. Além de oferecer as opções de assistir a programas gravados e ao vivo, a WebTV permite ao telespectador optar por ver os programas em um aparelho de televisão (veja no site da Tvcei como fazer a adaptação). Outra vantagem é a possibilidade de retransmissão da programação em um telão. Com isso, é possível fazer a exibição de programas nos Centros Espíritas ou em eventos. Com excelente qualidade de imagem.

 

A Tvcei é uma iniciativa do Conselho Espírita Internacional – instituição resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais, de mais de 30 paises. Atualmente, a sede do CEI é em Brasília, Brasil.

 

A programação diária da Tvcei está disponível no portal www.tvcei.com e é composta por palestras e por diversos programas espíritas feitos por instituições e pessoas físicas de todo o Brasil. Ao acessar o portal, abre-se um player (visor) que disponibiliza dois canais de transmissão:

 

A programação da Tvcei é inteiramente gratuita e dirigida a todas as pessoas interessadas em conhecer a Doutrina Espírita. O Conselho Espírita Internacional solicita a todos os companheiros espiritistas que divulguem a Tvcei. Nesta fase de teste, a equipe espera receber as avaliações sobre a qualidade da imagem. Para isso, basta acessar o site www.tvcei.com ou escrever para o e-mail: tvcei@tvcei.com

 

Una-se a Tvcei.com - Uma nova era na divulgação do Espiritismo!


Equipe Multimídia do CEI



Escrito por Alexandre Paoli às 16h22
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  O Caso da Joaninha

 

Era uma bela manhã de primavera. No metrô, sentado, me preparava para mais um dia de trabalho. Ali refletindo, tive a atenção tomada por um fato diferente: a menos de dois metros de onde eu estava havia uma joaninha, aquele inseto simpático de patas para cima, desesperada e numa grande luta por sua sobrevivência. Num primeiro momento e numa reação instintiva, tive vontade de me levantar e auxiliar ao pobre inseto. Mas a razão me assaltou e não tive coragem, afinal o que iriam pensar de mim, homem feito, de negócios.

 

De qualquer forma tinha a certeza de que deveria fazer algo. Somente Deus ali poderia ajudar. Fiquei assistindo à cena e pedindo ajuda ao Pai da Vida. Não durou um minuto e, como por milagre, a pobre joaninha conseguiu retornar à posição que lhe garantia sobrevivência. Respirei aliviado mas ainda estava tomado pela aflição pois a joaninha estava bem no meio do caminho de todos. Meu Deus, o que fazer ? Tentava mentalizar e fazer com que ela fosse para algum canto seguro mas sua velocidade não auxiliava. Ao tentar voar se atrapalhou e virou de patas para cima novamente. A luta pela sobrevivência continuava. Desisti de tentar utilizar meus poderes hipnóticos que a fizessem tomar o caminho o qual julgava seguro e pedi novamente pela ajuda do Eterno. Não demorou muito e uma senhora com um sapato de solas exageradas foi tomar seu rumo junto à porta de saída. Fiquei preocupado com a joaninha. E para meu espanto, a senhora foi na direção do inseto e, de repente minha visão foi interrompida pela pisada no inseto. Imaginei que sua pobre vida ali tinha sido ceifada. Triste esperava pelo resultado. Por algum motivo a pisada da senhora não matou a joaninha; talvez pelo fato de a sola do sapato ter lá suas concavidades. E mais: o perigo deu margem à salvação da joaninha que numa virada espetacular conseguiu voltar à sua posição normal. E lá ia a joaninha, caminhando a esmo, sem direção. Minha aflição persistia. Outro senhor foi em sua direção e por muito pouco não esmagou o pobre inseto. Mas a corajosa joaninha aproveitou a oportunidade, se dirigiu ao sapato do senhor, que mesmo em pé fazia a leitura de um livro, e o escalou. Fiquei mais aliviado pois se ela se mantivesse calma na escalada, poderia sair do trem facilmente e tomar rumos mais seguros a céu aberto. E lá foi ela, subindo pelas pernas do senhor. Passou pelo cinto e caminhava resoluta pela barriga. Aí fiquei mais preocupado: aquele homem poderia notar sua presença e afugentá-la. Imaginei, tentando novamente utilizar meus dotes ineficientes de hipnotismo, como seria bom se ela voltasse para algum lugar mais escondido. Mas isso não aconteceu. O homem reparou a sua presença e numa atitude rápida deu-lhe um golpe que a fez cair novamente. Pedi a ajuda de Deus novamente (nem reparava que a ação Divina não cessava) e inexplicavelmente a joaninha caiu próximo ao mesmo senhor ... E o escalou novamente. E desta vez teve mais sorte pois no meio de sua escalada chegara a estação de desembarque do senhor e o mesmo se retirou do trem carregando-a consigo, sã e salva.

 

Após presenciar todas as aventuras perigosas da pobre joaninha e reparar que ela tinha sobrevivido, agradeci a Deus. Ali senti sua força e atenção, mesmo aos seres inferiores e pequeninos. Com que zelo nosso Pai direciona as coisas ! E aprendi muito. Lembrei daquela passagem de nosso Mestre Jesus em que dizia para observarmos os lírios do campo e as aves que voam e constatarmos que se Deus olha por eles, imagine o que fará pos nós. O que ocorrera fez-me compreender que Deus nos auxilia mas que precisamos lutar pelo que queremos.

 

Se a joaninha se entregasse e ficasse de patas para cima esperando a morte chegar teria uma vida muito curta. Mas pelo contrário, a aliança de sua necessidade de sobrevivência e sua determinação, aliada à Providência Divina gerou uma fórmula indestrutível que a tornou vencedora.

 

Depois desse dia, tive mais clareza de que devemos sempre agir buscando o melhor e buscarmos a superação dos obstáculos que surgem em nosso cotidiano. E percebi que Deus sempre está presente e pronto para nos auxiliar, por pior que pareça a situação em que possamos nos encontrar. Atitude e fé em Deus: uma receita infalível!

 

 



Escrito por Alexandre Paoli às 09h48
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  O Terrorismo e outras mazelas

 

 

            Folheando um semanário norte-americano me surpreendi com a quantidade de matérias destacadas ao terrorismo, desde aquelas que continuam remoendo fatos já passados, como outras recheadas de “novidades”. No mesmo dia, recebi um e-mail com uma propaganda de um canal de música também norte-americano que apresentava algo contrário: destacava sim os milhares de mortes causadas pelos atos de terrorismo mas colocava, por outro lado, os milhões de mortes ocorridas pelas mãos da Aids, da fome e da pobreza.

 

            O primeiro sentimento que me invadiu foi o de tristeza. O terrorismo é evidenciado porque dá ibope, faz a todos se sentirem num filme hollywoodiano. Mantém a todos num estado letárgico, quase de contemplação.

 

De fato ações terroristas preocupam e devem ser encaradas de frente. Mas os recursos destinados ao combate do terrorismo, em detrimento às outras mazelas (já citadas acima) apresentam diferenças gritantes.

 

            Não é necessário cair no lugar comum das crianças que morrem diariamente vítimas das fomes. Também não é preciso lembrar que se simplesmente houvesse a farta distribuição de preservativos aos países com grande incidência de Aids, haveria indubitavelmente uma redução dos casos da doença. Mas tais fatos não rendem holofotes.

 

            Lembro de uma máxima que poderá render necessidades de expiações: “Somos responsáveis pelo que fazemos mas também pelo que deixamos de fazer”. Por isso acho que não vale a pena nos acostumarmos com os grandes problemas da humanidade que em pleno século XXI teimam em existir. Temos que manter nosso senso crítico para, com base no amor ao próximo, buscar saídas que garantam melhores condições de vida a todo ser humano. Promover a caridade, sem ostentação (que sua mão direita não saiba o que fez a esquerda) e sem assistencialismo. Talvez, com ações deste tipo constataremos até que o fim ou diminuição do terrorismo foi sua consequência.

 

            Vivemos num mundo de expiações e provas mas ações míopes que privilegiam maciçamente talvez a menor das mazelas nos passa a impressão de que estacionaremos (já que não existe regressão) em nossa evolução para um mundo mais evoluído em que melhores condições materiais serão garantidas, como reflexo de uma evolução espiritual coletiva.

 

            Mas não vale a pena desanimar. Vale a pena sim, buscar semear o amor, que deve começar em nosso círculo de relacionamento mais próximo. Plantar sementes capazes de render os frutos para um mundo melhor. E ficar atento aos necessitados que clamam por auxílio, na certeza de que seremos muito mais recompensados pela ajuda, do que possamos imaginar.

 

            Que Jesus possa abençoar cada habitante de nosso planeta e renovar nossa esperança de um futuro melhor.

 

 Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita.

 



Escrito por Alexandre Paoli às 13h31
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  O Prêmio Nobel da Paz

 

 

Está aberta a temporada de inscrições de candidatos a Prêmio Nobel da Paz para 2004. Quer queiramos ou não, neste momento vem à tona reflexões a respeito do assunto. Reflexões que buscam indicar quem melhor representa a Paz mundial. Antes de mais nada é interessante perceber que a humanidade, no atual estágio em que vive, ainda precisa premiar os expoentes da Paz. Ou seja, precisamos valorizar os pacificadores para que o mundo entenda que a Paz deve ser constantemente seguida. Dia virá em que a Paz será tão corriqueira como respirar.

 

E a questão permanece: quem deve ser o “baluarte da Paz” ? Creio que a pessoa a representar esse papel deve, no mínimo atender a alguns requisitos mínimos. Fazer da doçura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência sua pedra-angular. O que já exime todo o conceito de violência e cólera, consequentemente. Deve sempre ter em mente a busca da concórdia e da união através de sentimentos de fraternidade. E esses sentimentos não podem servir de “fachada”. Devem ser inerentes e refletir em todos os aspectos da vida. Deve ter um perfil em que a prática de justiça do amor e da caridade estajam presentes em mais alto grau de pureza, tendo como norte os princípios cristãos, há mais de 2000 anos descritos por nosso mestre Nazareno (e ainda não vividos em sua plenitude). Enfim, deve ser alguém com profundo amor ao próximo, independente de raça, cultura e convicções religiosas.

 

Seria muito engraçado promover a Prêmio Nobel da Paz alguém que busca, através da guerra, esmagar uma força contraditória e impor atos violentos para manter a vitória. A Paz não se impõe, se conquista processualmente, sem violência. Isso pressupõe que sentimentros de vingança e rancor devem ser extirpados. E pressupõe também utilizar eventual autoridade para erguer e não para esmagar um povo (que diante disso, agirá com os devidos escrúpulos, cientes de seus deveres na construção da Paz).

 

Se porventura alguém que, através da coerção violenta promove a “Paz” , estará legitimando esse processo que só gera revolta e atividades de vingança por parte dos “derrotados”. E essa prática nos estaciona ao invés de nos fazer evoluir moralmente. Por isso a importância de sempre premiar aqueles que buscam ao máximo aplicar as leis do Cristo. É importante até dizer que não precisa necessariamente ser cristão. Existem muitos ateus e membros de outras facções religiosas mais “cristãos” do que aqueles que professam esta fé.

 

Termino com um breve trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo que, em poucas palavras diz muito !

 

“Mas o que diz Jesus por estas palavras: ‘Bem aventurados aqueles que são brandos, porque eles possuirão a Terra’, tendo ele dito para renunciar aos bens deste mundo e prometendo os do céu ?

 

À espera dos bens do céu, o homem tem necessidade dos da Terra para viver; somente lhe recomenda não ligar a estes últimos mais importância do que aos primeiros.

 

Por estas palavras, ele quer dizer que, até esse dia, os bens da Terra estão açambarcados pelos violentos, em prejuízo daqueles que são brandos e pacíficos; que a estes, frequentemente, falta o necessário, enquanto que os outros têm o supérfluo; promete que justiça lhes será feita, na Terra como no Céu, porque são chamados filhos de Deus. Quando a lei de amor e de caridade for a lei da Humanidade, não haverá mais egoísmo; o fraco e o pacífico não serão mais explorados, nem esmagados pelo forte e pelo violento. Tal será o estado da Terra quando, segundo a lei do progresso e a promessa de Jesus, ela tornar-se um mundo feliz, pela expulsão dos maus”.

 

Que Jesus abençoe a todos !

 

 

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita.



Escrito por Alexandre às 13h56
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  Sobre a matéria do Fantástico de 29/02/2004

Acredito que muitos tenham assistido à matéria da Rede Globo a respeito de algumas indicações de que poderiam ter ocorrido plágios das mensagens de Chico Xavier pelo médium baiano Divaldo Franco. Colocou-se a questão de uma forma muito superficial, sem que se atentasse para o fato de que no Espiritismo tais fatos podem ocorrer, por diversos motivos os quais, na maioria das vezes, não chegam a se constituir em plágios. Antes de mais nada, gostaria de dizer que, no Espiritismo, o risco de plágios ou más condutas são possíveis, assim como existem maus médicos, maus padres, maus pastores, etc. O ser humano em sua imperfeição pode dar vazão a vários erros e anomalias de conduta. Mas, com certeza no caso citado pelo Fantástico tal fato não ocorreu.

O médium Divaldo tem apresentado condutal moral cristão acima da média, no mundo em que vivemos. Se transformou no maior orador Espírita em atividade e muito tem levado de nossa doutrina aos quatro cantos do mundo. Sua ação na Casa do Caminho é irretocável e exemplar. Suas psicografias são de elevado teor e sempre trazem o conforto e a força necessários para que possamos superar os obstáculas que se apresentam em nossas vidas.

Apesar da superficialidade apresentada pelo Fantástico, verifiquei a extrema força interior de Divaldo. Em poucas palavras conseguiu tecer comentários que botam por terra qualquer tentativa de denegrir a imagem do movimento espírita. Vejamos alguns de seus argumentos:

Em primeiro lugar disse que lia muitas obras de Chico e que, pode ter sido, em algum momento inspirado por seu subconsciente e colocado essa inspiração na mensagem psicografada. É fato notório, aos que estudam a doutrina, que não existem mágicas e milagres. Hoje em dia, via de regra, todas as psicografias estabelecem uma "parceria" entre o espírito e o médium. Por isso é papel do médium buscar seu avanço nos estudos e no trato da linguagem para que essa parceria seja plena em clareza. Isso explica o animismo, onde o cabedal do médium participa na construção da mensagem psicografada.

Uma outra alternativa foi a da Universalidade do Ensino dos Espíritos. Muitas das mensagens são "pulverizadas" em vários pontos do globo terrestre, da mesma forma, muitas vezes por um motivo próprio que indique a necessidade de disseminação de algum teor em grande escala. Essa universalidade inclusive tem o papel de corroborar conceitos que porventura surjam. Essa Universalidade no Ensino dos Espíritos pode perfeitamente explicar a similaridade entre o colocado por Chico e Divaldo. 

Enfim, em duas alternativas podemos explicar o fato tranquilamente, sem acusações de plágio. Reforço minha total confiança em Divaldo e espero que viva por muitos anos, levando o Consolador Prometido aos corações em todas as partes do mundo.

Para maiores informações sobre o processo de psicografia, sugiro a leitura do Livro dos Médiuns. Para maiores informações sobre a Universalidade do Ensino dos Espíritos, sugiro a leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Que Jesus abençoe a todos.

 

Obs.: Este texto reflete uma opinião pessoal, fruto de minha vivência na Doutrina Espírita.

 

 



Escrito por Alexandre às 12h07
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